Higiene das mãos: quais são os 5 momentos da OMS e como medir a adesão?
Os 5 momentos da OMS, o tempo de fricção com álcool e com água e sabonete, o que a RDC 42/2010 e a Portaria 2.616/1998 exigem e como auditar a adesão.
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O programa de gerenciamento de antimicrobianos (PGA) se monta sobre os seis componentes essenciais da Diretriz Nacional da Anvisa, revisão 2023: apoio da direção, responsáveis, educação, ações, monitoramento e divulgação. A política de uso de antimicrobianos já é competência da CCIH pela Portaria 2.616/1998, Anexo I, item 3.7.
O PNPCIRAS 2026-2030 define o PGA como abordagem multifacetada. Ela reúne políticas, diretrizes, vigilância da resistência e do consumo, educação e auditoria do uso. O programa vai do diagnóstico e da prescrição até a dispensação, a administração, o monitoramento e as medidas corretivas. É o que a literatura internacional chama de antimicrobial stewardship. O objetivo é usar o antimicrobiano certo, na dose e no tempo certos, para conter a resistência microbiana. Outros termos estão no glossário.
A Portaria 2.616/1998 do Ministério da Saúde é a base legal. O Anexo I, item 3.1.4, coloca entre as competências da CCIH o "uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares". O item 3.7 manda a CCIH definir, com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, a política de antimicrobianos da instituição. Nenhuma norma usa a sigla PGA como obrigação. Mas a política de antimicrobianos é dever da CCIH desde 1998.
A Diretriz Nacional para Elaboração de PGA em Serviços de Saúde (Anvisa, revisão 2023) é o documento técnico de referência. Ela lista seis componentes essenciais. São eles: apoio das lideranças, responsabilidades, educação, ações para melhorar o uso, monitoramento e divulgação dos resultados. O documento complementar "Principais Etapas para Elaboração e Implementação de um PGA" (Anvisa, 13/06/2023) organiza o trabalho em cinco fases. São elas: apoio das lideranças, elaboração, implementação, educação e avaliação.
O PNPCIRAS 2026-2030 reforça o tema. O objetivo específico 4, sobre microrganismos multirresistentes, traz a ação estratégica 3. Ela manda estabelecer ações para promover a implementação e o fortalecimento dos PGA nos serviços de saúde. O objetivo específico 3 prevê auditorias, monitoramento e ciclos de melhoria dos PGA. O plano também prevê tornar obrigatório o monitoramento nacional do consumo de antimicrobianos nas UTI pediátricas e neonatais.
| Indicador | Fórmula (Diretriz Anvisa 2023, Quadro 7) | Periodicidade |
|---|---|---|
| DDD por 1.000 pacientes-dia | (gramas consumidas ÷ dose diária padrão da OMS) ÷ pacientes-dia × 1.000 | mensal |
| DOT por 1.000 pacientes-dia | dias de uso de cada antimicrobiano ÷ pacientes-dia × 1.000 | mensal |
| LOT por 1.000 pacientes-dia | dias de uso de todos os antimicrobianos juntos ÷ pacientes-dia × 1.000 | mensal |
A DDD é a dose média diária de manutenção para um adulto de 70 kg, definida pela OMS. A Diretriz orienta que os hospitais monitorem o consumo e reportem o da UTI adulto no formulário eletrônico da Anvisa. Além do consumo, o PGA acompanha indicadores de resultado: resistência microbiana, infecção por Clostridioides difficile, tempo de internação e custos.
Na auditoria, a Diretriz recomenda avaliar a prescrição 48 horas depois, quando há cultura e quadro clínico definidos. O prescritor recebe o retorno em contato direto ou por telefone, e-mail ou mensagem. Com equipe reduzida, prioriza-se antimicrobianos de maior espectro ou custo e pacientes com mais de sete dias de uso.
Os documentos da Anvisa foram escritos para o serviço adaptar o programa à sua realidade de atendimento e de recursos. Sem profissional habilitado para liderar, o documento de etapas admite três saídas. Capacitar alguém da casa, contratar especialista temporário ou firmar parceria com instituição experiente. Pela Diretriz, se o líder operacional não for médico, a instituição designa um médico como ponto de contato. O CDC também afirma que os elementos essenciais valem para hospitais de qualquer porte.
Em clínica cirúrgica sem UTI, o foco natural é a profilaxia cirúrgica. O documento de etapas da Anvisa cita a profilaxia cirúrgica como exemplo de meta de desempenho para o centro cirúrgico. Lista curta de restritos, protocolo de profilaxia e auditoria dos casos acima de sete dias já formam um PGA inicial. A vigilância das infecções de sítio cirúrgico alimenta o programa; veja a busca ativa de 90 dias.
O ponto comum é o improviso: planilha solta, WhatsApp pessoal, profissional sozinho. A obrigação é certa. O dia da fiscalização, não.
A SEVS atende hospitais e clínicas de todo o Brasil. Profissionais especializados compõem a CCIH e o NSP com colaboradores da unidade e estruturam o PGA pelas etapas da Anvisa. O SentinelSaúde registra protocolos, indicadores de consumo e resistência, notificações e documentos, com registro auditável. A assessoria da SEVS inclui inspeção simulada sem custo. Clínicas e hospitais atendidos pela SEVS operam a CCIH e o NSP conforme a norma. Chegam à inspeção da Vigilância com a documentação pronta.
É o nome internacional do gerenciamento de antimicrobianos. No Brasil, a Anvisa usa a sigla PGA. É o conjunto de políticas, auditoria, educação e monitoramento para melhorar o uso de antimicrobianos, conforme o PNPCIRAS 2026-2030.
A política de antimicrobianos é dever da CCIH, com a Comissão de Farmácia e Terapêutica (Portaria 2.616/1998, Anexo I, 3.7). A Diretriz da Anvisa de 2023 é o documento técnico de referência para estruturar essa política como PGA.
Pela Diretriz, o time operacional tem médico infectologista ou com expertise em doenças infecciosas, profissional da CCIH e farmacêutico clínico. Completa o time o microbiologista clínico. O time gestor reúne alta direção, CCIH, equipes médica e assistencial, farmácia, microbiologia e TI.
Indicadores de processo, como consumo em DDD ou DOT por 1.000 pacientes-dia, calculados mensalmente. E indicadores de resultado: resistência microbiana, infecção por Clostridioides difficile, tempo de internação e custos.
Sim. O documento de etapas da Anvisa orienta escolher as ações conforme o contexto, os recursos e as necessidades locais. Prevê capacitação interna, consultor temporário ou parceria quando não há líder habilitado. O CDC afirma que os elementos essenciais se aplicam a hospitais de qualquer porte.
Quem escreveu
Enf.ª Julliana Porto
Especialista em Gestão de Saúde, Controle de Infecção Hospitalar e Segurança do Paciente. Na área desde 2010, conduz tecnicamente o trabalho da SEVS em hospitais e clínicas.
Conheça a SEVSOs 5 momentos da OMS, o tempo de fricção com álcool e com água e sabonete, o que a RDC 42/2010 e a Portaria 2.616/1998 exigem e como auditar a adesão.
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