Higiene das mãos: quais são os 5 momentos da OMS e como medir a adesão?
Os 5 momentos da OMS, o tempo de fricção com álcool e com água e sabonete, o que a RDC 42/2010 e a Portaria 2.616/1998 exigem e como auditar a adesão.
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O PNPCIRAS 2026-2030, aprovado pela Portaria Anvisa 79/2026, tem 4 objetivos e 15 metas para reduzir IRAS, surtos e resistência aos antimicrobianos até 2030. Para o hospital, as metas cobram participação na Avaliação Nacional dos Programas em 2027 e 2029, com ou sem UTI, notificação em 12 meses do ano e seis protocolos implantados.
É o Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde da Anvisa. Vale de 2026 a 2030. Sua finalidade é reduzir, no país, a incidência de IRAS, de surtos e de resistência aos antimicrobianos. O programa fixa metas, indicadores e ações para Anvisa, estados, municípios e serviços de saúde. Ele parte dos dados de 2024: em 2.185 hospitais com UTI adulto notificantes, a densidade de IPCSL foi 3,5 por mil cateter central-dia. A PAV em UTI adulto chegou a 9,4 por mil ventilador-dia. O programa dialoga com o Plano Integrado de Segurança do Paciente 2026-2030, aprovado no mesmo dia pela Portaria 80/2026.
A Portaria Anvisa 79/2026, art. 1º, aprova o PNPCIRAS 2026-2030 e o torna vigente a partir da assinatura. O art. 2º prevê revisão sempre que necessário.
A obrigação do hospital vem de antes. O próprio programa registra: prevenir e controlar IRAS é obrigação legal dos hospitais, pela Lei 9.431/1997 e pela Portaria 2.616/1998. A Portaria 2.616/1998, Anexo I, item 2, manda constituir a CCIH como órgão de assessoria à direção. O item 2.5.1 fixa dois técnicos de nível superior para cada 200 leitos. O item 2.5.1.1 pede que um deles seja, preferencialmente, profissional de enfermagem. O item 3.1 exige elaborar, implementar, manter e avaliar o programa de controle de infecção. O Anexo III, item 3, recomenda a busca ativa como método de coleta de dados.
Os protocolos têm orientação própria. A NT 11/2025 da Anvisa, de 21/11/2025, define o que é protocolo implementado. É documento próprio do serviço, acessível no local da assistência, com profissionais treinados e indicadores de monitoramento. Ela disponibiliza cinco modelos para adaptação: IPCS, ISC, ITU, PAV e precaução e isolamento. A nota lembra a avaliação nacional de 2023: o protocolo de ISC foi o critério com mais não conformidades em hospitais com UTI.
| Objetivo | Metas | O que alcança o hospital |
|---|---|---|
| 1. Fortalecer os programas de controle de IRAS | 1 a 5 | Meta 4: 80% dos hospitais com UTI e 50% dos sem UTI na ANPCI até 2030 |
| 2. Fortalecer a vigilância de IRAS, RAM e surtos | 6 | 95% dos hospitais com UTI e serviços de diálise notificando nos 12 meses do ano |
| 3. Melhorar as práticas de prevenção | 7 a 12 | Seis protocolos implantados, protocolo de sepse e metas de IPCS, ITU, PAV e ISC |
| 4. Controlar multirresistentes e emergentes | 13 a 15 | Limites para Klebsiella, Acinetobacter e Staphylococcus aureus resistentes em UTI |
As metas de resultado valem para o percentil 90 nacional até 2030. Em UTI adulto: IPCSL até 7 por mil cateter central-dia e ITU até 4 por mil cateter vesical-dia. PAV até 15 por mil ventilador-dia. A meta 12 fixa taxa nacional de ISC em revascularização do miocárdio de até 4%. O percentil 90 marca os 10% de UTIs notificantes com as piores taxas. Reduzir esse valor eleva o padrão mínimo nacional. Veja também as bactérias multirresistentes e Candida auris.
| Ano | O que acontece | Meta do ano |
|---|---|---|
| 2026 | Avaliação das práticas de segurança do paciente | Meta 7: 60% com os seis protocolos; meta 6: 75% notificando 12 meses |
| 2027 | ANPCI, a avaliação dos programas de controle de infecção, com e sem UTI | Meta 4: 70% dos hospitais com UTI e 40% dos sem UTI participando |
| 2028 | Avaliação das práticas de segurança do paciente | Meta 7: 75%; meta 8: 50% com protocolo de sepse; meta 6: 85% |
| 2029 | ANPCI, segunda rodada | Meta 4: 80% com UTI e 50% sem UTI |
| 2030 | Avaliação das práticas e fechamento do programa | Meta 7: 90%; meta 8: 70%; meta 6: 95% |
A ANPCI usa a ferramenta IPCAF da OMS, traduzida e adaptada pela Anvisa, com oito componentes essenciais. Ela é aplicada nas comissões de controle de infecção dos hospitais para diagnosticar o programa. Em 2027, hospitais sem UTI entram na conta com meta própria.
Profissionais especializados da SEVS compõem a CCIH e o NSP com colaboradores da unidade, em todo o Brasil. O programa de controle de infecção é escrito e avaliado. Os seis protocolos são implantados com treinamento e conferência em rondas. A notificação cobre os 12 meses. No SentinelSaúde, a busca ativa, os indicadores e os protocolos ficam registrados, prontos para a ANPCI de 2027. O serviço chega à inspeção da Vigilância com a documentação pronta. Conheça a assessoria da SEVS.
É o programa nacional da Anvisa para prevenção e controle de IRAS, surtos e resistência aos antimicrobianos. Vale de 2026 a 2030. Foi aprovado pela Portaria 79/2026, de 28/01/2026, e tem 4 objetivos e 15 metas.
Quinze metas em quatro objetivos: fortalecer os programas de controle de infecção em todas as esferas, ampliar a vigilância, melhorar as práticas e controlar multirresistentes. Para o hospital pesam a meta 4 (participar da ANPCI), a 6 (notificar 12 meses) e a 7 (seis protocolos). As metas 9 a 15 tratam de taxas e resistência em UTI.
Sim. A meta 4 pede 40% dos hospitais sem UTI na ANPCI em 2027 e 50% em 2029. Além disso, a Lei 9.431/1997 e a Portaria 2.616/1998 exigem programa e comissão de controle de infecção em todo hospital.
Seis, pela meta 7: prevenção de PAV, de ISC, de ITU, de IPCS associada a cateter central, higiene das mãos e precaução e isolamento. A meta 8 acrescenta o protocolo de sepse relacionada às IRAS. A NT 11/2025 traz modelos para adaptação.
A ANPCI é a avaliação da Anvisa aplicada nas comissões de controle de infecção dos hospitais, em 2027 e 2029. Ela usa a ferramenta IPCAF da OMS, adaptada ao Brasil, com oito componentes essenciais. O objetivo é diagnosticar pontos fortes e lacunas do programa.
Imagem: Ad Meskens, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Quem escreveu
Enf.ª Julliana Porto
Especialista em Gestão de Saúde, Controle de Infecção Hospitalar e Segurança do Paciente. Na área desde 2010, conduz tecnicamente o trabalho da SEVS em hospitais e clínicas.
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