Cadastro no NOTIVISA: como cadastrar a instituição, o gestor de segurança e o NSP?
Cadastro no NOTIVISA pela NT 09/2025: instituição, gestor de segurança, usuários, perfis e os erros que travam o acesso.
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A NT 02/2026 da Anvisa obriga a notificação mensal de infecção após mamoplastia com implante, até o dia 15. Por causa do implante, cada paciente operada é vigiada por 90 dias depois da cirurgia.
A Nota Técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 02/2026 define as notificações nacionais de IRAS para 2026. IRAS são as infecções relacionadas à assistência à saúde. A nota diz quais infecções entram, quem notifica e em que prazo. Ela trabalha em conjunto com outras duas notas, publicadas em janeiro de 2026. A NT 01/2026 explica como fazer a vigilância, ou seja, como contar casos e denominadores. A NT 03/2026 traz os critérios diagnósticos nacionais de IRAS. Em resumo: a NT 01 ensina a contar e a NT 03 ensina a reconhecer o caso. A NT 02 obriga a enviar o número.
A NT 02/2026 lista os serviços com notificação mensal obrigatória. Na parte cirúrgica, são os hospitais com centro cirúrgico que realizam:
A nota também cobre UTI adulto, pediátrica e neonatal, serviços de oftalmologia e serviços de diálise. A diálise entra tanto intra quanto extra-hospitalar.
Para a mamoplastia com implante, o hospital envia dois dados por mês. O primeiro é o número de casos de ISC do procedimento. O segundo é o número de mamoplastias com implante realizadas no mês, o denominador. É ele que permite calcular a taxa de ISC.
A NT 01/2026, de 02/01/2026, orienta a coleta dos numeradores e dos denominadores. Os denominadores incluem número de cirurgias, pacientes-dia e dispositivos-dia. A NT 03/2026, também de 02/01/2026, traz os critérios diagnósticos. Ela foi republicada em 14/07/2026. A única mudança do ano foi nos critérios de ISC. Eles passaram a incluir a ISC de órgão/cavidade por sítio específico.
A nota lembra ainda a RDC 36/2013: a vigilância das IRAS é dever de todos os serviços de saúde. A clínica cirúrgica que não se enquadra como hospital não está dispensada de vigiar. Ela está dispensada, por enquanto, de enviar o formulário nacional. Na prática, a Vigilância Sanitária cobra o dado de quem faz o procedimento.
| Item | Prazo | Exemplo |
|---|---|---|
| Notificação mensal de ISC | Até o 15º dia do mês seguinte ao mês vigiado | Infecção diagnosticada em março entra no relatório enviado até 15 de abril |
| Vigilância com implante | 90 dias após a cirurgia | Cirurgia de janeiro só fecha a vigilância em abril |
| Vigilância sem implante | 30 dias após a cirurgia | Procedimentos sem prótese |
| Denominador mensal | Enviado junto com a notificação, todo mês | Número de mamoplastias com implante realizadas no mês |
Esse calendário pega muita equipe de surpresa. A janela de 90 dias vale para a busca de ISC profunda e de órgão/cavidade. A cirurgia de janeiro só fecha em abril. Por isso, o relatório de cada mês carrega cirurgias de três meses diferentes ainda abertas.
Até aqui, muitas clínicas de cirurgia plástica só sabiam da infecção quando a paciente voltava com queixa. Com a NT 02/2026, isso não basta. Antes de tudo, nomeie quem responde pela vigilância cirúrgica: a CCIH ou, em clínica menor, o NSP com apoio técnico. Depois, a rotina precisa cobrir cinco etapas.
Esse roteiro define quem liga ou manda mensagem, em quais dias, com quais perguntas e onde o resultado fica registrado. Ele exige um sistema que guarde o histórico por paciente, calcule a taxa e gere o relatório para a Anvisa.
A equipe da SEVS opera a CCIH e o NSP de hospitais e clínicas de todo o Brasil. O trabalho segue a norma, com registro auditável. A vigilância de 90 dias da prótese mamária é feita no SentinelSaúde. Ele registra a busca ativa por WhatsApp e ligação e gera o relatório mensal para a Anvisa. A condução técnica fica com profissional especializado da SEVS, não com um profissional sozinho em planilha. Assim o serviço chega à inspeção da Vigilância com a documentação pronta. Veja como funciona a assessoria da SEVS.
A NT 02/2026 obriga o envio mensal para hospitais com centro cirúrgico. A clínica fora dessa definição fica dispensada, por enquanto, do formulário nacional. Ela continua obrigada a vigiar as IRAS, com base na RDC 36/2013. Na prática, a Vigilância Sanitária cobra o dado de quem faz o procedimento.
Porque a cirurgia envolve implante. A janela de busca de ISC profunda e de órgão/cavidade vai até o 90º dia após a cirurgia. Sem implante, a janela é de 30 dias.
Até o 15º dia do mês seguinte ao mês vigiado. A infecção diagnosticada em março entra no relatório enviado até 15 de abril. Junto vai o número de mamoplastias com implante realizadas no mês.
A NT 03/2026 foi republicada em 14/07/2026. A única mudança do ano foi nos critérios de ISC. Eles passaram a incluir a ISC de órgão/cavidade por sítio específico.
Sim, como exemplo, no Distrito Federal. O Relatório GRSS nº 03/2024 mostra que, em 2023, 24 hospitais do DF notificaram implante mamário. Foram 1.320 cirurgias e taxa de ISC de 2,4%. Três hospitais ficaram acima do percentil 90 da rede, e o relatório público lista os serviços. Com a NT 02/2026, essa comparação passa a valer nacionalmente.
Imagem: Tyler Frew MD, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Quem escreveu
Enf.ª Julliana Porto
Especialista em Gestão de Saúde, Controle de Infecção Hospitalar e Segurança do Paciente. Na área desde 2010, conduz tecnicamente o trabalho da SEVS em hospitais e clínicas.
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