NT 02/2026 da Anvisa: o que muda para quem faz implante mamário?
O que a NT 02/2026 da Anvisa exige de quem faz mamoplastia com implante: notificação mensal até o dia 15 e vigilância de 90 dias.
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A notificação de IRAS à Anvisa em 2026 é obrigatória para hospitais com UTI, centro obstétrico com cesariana, centro cirúrgico com implante mamário, artroplastia, revascularização ou derivação neurológica, serviços de catarata e diálise. O envio é mensal, até o 15º dia após o mês de vigilância, pelos formulários da NT 02/2026.
A notificação de IRAS à Anvisa é o envio mensal dos indicadores nacionais de infecção e de resistência aos antimicrobianos. Segundo a NT 02/2026, o sistema começou em 2010, com a infecção primária de corrente sanguínea em UTI. Valia para serviços com dez ou mais leitos de UTI. Hoje a Agência monitora mais de 40 indicadores em UTI, centros cirúrgicos, centros obstétricos, serviços de diálise e serviços oftalmológicos. Três notas técnicas organizam o trabalho em 2026. A NT 01/2026 orienta a vigilância, a NT 02/2026 orienta a notificação e a NT 03/2026 traz os critérios diagnósticos. O envio é feito pela CCIH, CCIRAS, SCIRAS ou pela equipe responsável pelo controle de infecção do serviço.
A NT 02/2026 lista os serviços com notificação mensal obrigatória de IRAS e resistência aos antimicrobianos:
Para a UTI, a nota também torna obrigatória a notificação do consumo de antimicrobianos em UTI adulto. Entra ainda o consumo de preparação alcoólica e de sabonete líquido usados na higiene das mãos nas UTI.
A mesma nota lembra: a vigilância das IRAS é dever de todos os serviços de saúde do país, pela RDC 36/2013. Quem não está na lista não envia o formulário nacional. Mas precisa vigiar e apresentar as informações à autoridade sanitária local ou federal, sempre que solicitado. A NT 01/2026 acrescenta que São Paulo, Amazonas e Paraná usam ferramentas próprias de notificação.
A base legal da vigilância é a Portaria 2.616/1998, Anexo III. Ela manda a comissão escolher o método de vigilância mais adequado ao serviço. Os critérios são magnitude, gravidade, redutibilidade das taxas ou custo.
| Item | Regra | Fonte |
|---|---|---|
| Prazo de envio | Até o 15º dia após o mês de vigilância | NT 02/2026 |
| Vigilância de ISC com implante, revascularização, derivação neurológica e catarata | 90 dias após a cirurgia, sendo o dia 1 a data do procedimento | NT 03/2026 |
| Vigilância de ISC em cesariana | 30 dias após a cirurgia | NT 03/2026 |
| UTI adulto | A partir de 2026, notificação separada por tipo: geral, cirúrgica e cardiológica | NT 02/2026 |
| Comprovante | Salvar o formulário enviado em PDF ou XML para consulta da VISA | NT 02/2026 |
Os formulários nacionais de 2026 são nove. Três de UTI: adulto, pediátrica e neonatal. Um de infecção de sítio cirúrgico e um de diálise. Dois de consumo: DDD de antimicrobianos e produtos para higiene das mãos em UTI. E dois específicos: endoftalmites e surtos em serviços de saúde. Todos ficam na página de notificação de IRAS e RM do portal da Anvisa.
Três regras de preenchimento mudam o resultado da fiscalização:
Formulário apenas salvo, sem envio, não entra no banco. A Anvisa considera que o serviço não notificou naquele mês.
Profissionais especializados da SEVS compõem a CCIH e o NSP com colaboradores da unidade, em todo o Brasil. O calendário de notificação, os denominadores e a janela de 90 dias ficam sob rotina, não sob memória. No SentinelSaúde, a busca ativa registra cada cirurgia e cada contato pós-alta. Os indicadores saem prontos para os formulários da Anvisa e o comprovante de envio fica arquivado. O serviço chega à inspeção da Vigilância com a documentação pronta. Veja como funciona a assessoria da SEVS.
Pela NT 02/2026: hospitais com UTI adulto, pediátrica ou neonatal; hospitais com cesariana; hospitais com mamoplastia com implante, artroplastia de joelho ou quadril, revascularização do miocárdio ou derivação neurológica; serviços de catarata e injeção intravítreo; e serviços de diálise para pacientes crônicos.
Até o 15º dia após o mês de vigilância, conforme a NT 02/2026. Na infecção de sítio cirúrgico, o formulário fica salvo até o fim da janela de 30 ou 90 dias. Só então é enviado.
Depende do que ele faz. Sem UTI, mas com cesariana, artroplastia, implante mamário, revascularização ou derivação neurológica, a notificação mensal é obrigatória. Sem nenhum desses procedimentos, o hospital não envia o formulário nacional. Ainda assim vigia IRAS pela RDC 36/2013 e apresenta os dados à Vigilância quando solicitado.
Selecionando o procedimento, colocando zero no numerador e o número de cirurgias realizadas no denominador. Deixar de enviar o mês equivale a não notificar.
Nove formulários: UTI adulto, UTI pediátrica, UTI neonatal, infecção de sítio cirúrgico e diálise. Mais DDD de antimicrobianos, higiene das mãos em UTI, endoftalmites e surtos. Os critérios de caso estão na NT 03/2026, na versão de 14/07/2026. Veja também como notificar no Notivisa.
Imagem: Gospel For Asia, wikimedia (CC BY-SA 4.0)
Quem escreveu
Enf.ª Julliana Porto
Especialista em Gestão de Saúde, Controle de Infecção Hospitalar e Segurança do Paciente. Na área desde 2010, conduz tecnicamente o trabalho da SEVS em hospitais e clínicas.
Conheça a SEVSO que a NT 02/2026 da Anvisa exige de quem faz mamoplastia com implante: notificação mensal até o dia 15 e vigilância de 90 dias.
Ler o artigoComo notificar no NOTIVISA pela RDC 36/2013: quem notifica, o que entra, os prazos de 72 horas e 15º dia útil e a notificação mensal de IRAS.
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